Estampa de Camisas

Os fenícios foram um dos primeiros povos a produzir tecidos com estampas, utilizando o método de estamparia em blocos de madeira como carimbos e a tecelagem trabalhada em fios de diversas cores, além de também ser usado o stencil.

Na Europa, a estamparia derivou da Índia. Os franceses traziam pelo mar, de suas colônias na costa leste indiana, a técnica da estampa indiana sobre tecidos de algodão. Logo, acredita-se que a França tenha sido a primeira nação europeia a estampar o algodão.[2] A primeira forma de transferir os desenhos para o tecido foi através da impressão em xilogravura, visto que a mesma permitia uma grande precisão de detalhes. Os blocos eram divididos por cores e sobrepostos um por cima do outro, e, como as cores eram vibrantes e fortes, resistiam ao desbotamento quando lavados com água.

Maquina de Caneca

Patenteado pelo clérigo inglês Edmund Cartwright ainda no século XVIII, e posteriormente desenvolvimento pela empresa Howard and Bullough, o tear mecânico era uma das principais máquinas utilizadas para a tecelagem de tecidos, fossem eles estampados ou não, durante a época da Revolução Industrial. Até a metade do século XIX, havia um total de mais de 250.000 máquinas de tear mecânico espalhadas por toda a Inglaterra. A operação da máquina era feita por um tecelão, um funcionário da fábrica responsável por operar de dez a trinta teares separados ao mesmo tempo.

A impressão em rolo, ou impressão em cilindro, foi primariamente desenvolvida em 1783 e patenteada por Thomas Bell da Escócia. A máquina de impressão em rolo consiste em um cilindro de ferro fundido montado em rolamentos ajustáveis que deslizam para cima e para baixo na estrutura de ferro. A máquina funcionava imprimindo no tecido de maneira contínua, acelerando a capacidade de produção dos produtos.

Diversas Estampas

Ao longo do século XIX, principalmente na Europa, diversas técnicas e ferramentas, como o tear mecânico, a impressão a rolo e a impressão em xilogravura, foram aprimoradas no que diz respeito a padronização de estamparia, fazendo com que tecidos estampados fossem fabricados de maneira mais rápida e com custos reduzidos, fato que revolucionou a indústria têxtil.

Logo, o advento da Revolução Industrial permitiu o desenvolvimento do sistema de fábricas possibilitando que a Inglaterra expandisse seu mercado consumidor têxtil para uma ampla parcela da sociedade britânica da época, visto que os tecidos passaram a ser produzidos em massa devido ao avanço tecnológico das máquinas. No contexto da Inglaterra, houveram demissões em massa haja vista que a obsolescência desses trabalhadores havia sido criada pela chegada dessas novas tecnologias